Ladies, gentlemen e muares serviçais, retorno a este tabloidezinho, depois de longa pena disciplinar com suspensão dos vencimentos, por ter comemorado efusivamente o golpe, digo, o impeachment da plebeia búlgara

Dito este magnífico texto ao meu mordomo e escriba, Archibald, com a voz embargada e o coração consternado por ver lord Cunha aos prantos em rede nacional. Os sórdidos comunistas feminazis gayzistas bolivarianos conseguiram o que queriam: afastar um homem de bem, temente a Deus e com conta na Suíça, da presidência do Congresso.  Oh Lord! Os vermelhos o perseguem.

Outra personalidade perseguida e maltratada pela plebe mal-agradecida é o Príncipe, blue-blood, FHC, a quem chamo na intimidade de lord Peacock. He loves it! Mas o pobre nobre tem sido tão exposto e vilipendiado nas redes sociais, que anda depressivo e com a autoestima baixíssima.

Tanto é que nas últimas vezes em que carinhosamente o chamo de lord Peacock, ele baixa a cabeça e diz pesaroso: ”I was, dear friend, I was!”.  Bolchevistas cruéis compararam maldosamente a pronúncia britânica de seu inglês com a do plebeu Joel Santana. Foi um duro golpe em seu ego até então imaculado. O pobre anda irreconhecível.

Dia desses fomos juntos à missa dominical e, enquanto o padre fazia o sermão, lord Peacock estava cabisbaixo, fingindo que orava, mas ouvia-se balbuciar: “I can see three cats throw the window. I can see there cats throw the window”, “The book is on the table”, “John Brown had a little indians”. 

E o padre dizia: “Filho! Para a redenção dos pecados é preciso o arrependimento. Arrependa-se, se confesse, comungue. E assim será perdoado de todos os seus pecados. Isto feito, não mais se culpe!”. E enfatizou o “culpe”..

Lord FHC Peacock, absorto em seus pensamentos, só ouviu o “culpe” e gaguejou em alto e bom som: “No, no, no, priest, I protest! It wasn’t a coup, it wasn’t a coup!”.

Nota do escriba: Peacock, em inglês, significa pavão. É também a forma carinhosa como milord trata lord FHC.