A mão que ostenta o lábaro

É a mesma mão que esmaga o pobre

Que segura a arma

Que afaga o nobre

Que declara a guerra

Que venda os olhos

Que destrói a Terra

Ostentando o lábaro

É mão maniqueísta

Que aponta o mal

É mão imperialista

Que corrompe o mundo

É mão fascista

Que aprisiona a alma

E ostenta o lábaro

E que rege o hino

E se dizendo libertadora

Tiraniza o palestino

É mão opressora

Estandarte da democracia

Que apoia o déspota

E ostentando o lábaro

Manipula a economia

E concentra a renda

E idolatra a grana

E pretere a vida

É mão americana

Que ostenta o lábaro

Lábaro estrelado

De azul e branco

Sempre tremulando

De vermelho sangue

De sangue sangrando

Sangrando, sangrando