A primeira ideia que fazemos de alguém, em geral, se dá pela sua aparência. O primeiro olhar nos faz imaginar como a outra pessoa é. E, embora por muitos considerada fútil (essa importância da imagem), ela pode ser a expressão de alguém ou significar uma representação na sociedade.

Até a Idade Média, a roupa costumava indicar o lugar que aquela pessoa ocupava na sociedade (por exemplo, se era nobre, do clero, camponeses, etc.).

Na Grécia Antiga, o quíton (linho ou lã) era o principal traje, diferenciando-se entre classes a partir de cores e bordados. Algumas pessoas de classes mais baixas tingiam sua roupa de marrom avermelhado para tentar se aproximar das classes mais elevadas, mas havia um decreto ateniense proibindo a entrada de pessoas com roupas tingidas em alguns espaços públicos, como o teatro.

Enquanto no Império Romano a principal veste era a toga e, quanto mais volume e drapeados, mais alta a classe, sempre usada na cor branca.

A roupa, ou melhor, os tecidos (diferencial da distinção de classe) possuíam alto valor (às vezes, servindo como moeda de troca) e eram considerados especiarias também. E influenciaram também nas grandes navegações. Foram uma das motivações para a descoberta do caminho para as Índias.

Até então, é o que chamamos de Indumentária. Isto é, quando há pouca mudança no vestir e pouco apelo à novidade. O fim da Idade Média é entendido também como o surgimento da moda, quando a burguesia passa a copiar as roupas da nobreza, que, tentando se diferenciar, começam a alterar suas roupas com mais frequência.

Na Revolução Industrial, a moda também teve sua participação: dos estímulos ao processamento de produção por máquina passou-se pela tecelagem. O impacto na sociedade (em relação à moda) significou a mudança de foco das roupas: dos homens para as mulheres.

Até então, o vestuário masculino era mais completo e diverso, haja vista que eles é que mais circulavam e saiam às ruas. As mulheres passaram a representar a posição social de família (tecidos, ornamentos, etc. eram os indicativos). caso do etc.

Desde então, a moda se voltou ao público feminino e vimos as muitas transformações no vestuário ao logo dos últimos dois séculos.

Atualmente, assim como em outros meios, a moda passa por questionamentos e mudanças. A velocidade, a forma como a consumimos, a forma como é feita, enfim, questionada em todas as suas esferas.

Ela tende para dois caminhos: um voltado para o resgate do local, pequeno, processos e humano e o segundo, mais tecnológico e (também) compartilhado. Assim, como em outras mudanças, me parece que ela vai participar da atividade nessa transformação pela qual o mundo está passando.