Nos últimos anos, a sustentabilidade passou a ser um dos assuntos frequentes em Moda. A segunda maior indústria poluidora do mundo está em busca de práticas menos agressivas à vida no planeta. No entanto, muitas vezes não passa de greenwashing, utilizado para discursos com soluções sustentáveis, mas que, na prática, não o são de fato.

Foi na década de 60⁄70 que começaram alguns olhares para a questão ambiental no mundo, mas, nos anos seguintes, a abertura de mercados, o maior acesso à informação (graças à internet) possibilita novos aumentos no consumo. Dentro desse cenário, surge o modelo do fastfashion aumentando o giro de produção, com novos produtos toda semana nas lojas e não sei quantos por ano.

O nosso consumo atual não se sustenta mais. Segundo o site do Ministério do Meio Ambiente, consumimos 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. E, em 50 anos, precisaremos de dois planetas para termos os recursos de forma a atender nossas necessidades da maneira que se dão atualmente.

O mar do Aral, no Uzbequistão, praticamente secou devido à irrigação de algodão entre os anos de 2000 a 2013, que é a principal matéria-prima da moda. Só no Brasil, são produzidas mais de 1,4 milhão de toneladas de algodão. Somos o quinto produtor mundial.

A sustentabilidade é atrelada a toda essa parte ambiental. Mas ela engloba muito mais. De acordo com o dicionário online Proliberaum significa isso:

1. Qualidade ou condição do que é sustentável.

2. Modelo de sistema que tem condições para se manter ou conservar.

Com a previsão de que em apenas 50 anos precisaríamos do dobro do planeta e mais de 20000 mortes relacionadas à forma de agricultura tradicional do algodão, sem contar os casos de trabalho escravo de muitas fábricas, para manter o consumo atual, isso nos mostra o quanto esse modelo não é sustentável.

E a resposta de qual é e como seria a moda sustentável ainda não nos é exata. Ainda estamos pesquisando, questionando, estudando. É por isso que é tão importante saber sobre e o que engloba. E são basicamente todas as relações existentes, entre os seres e ambiente.

O consumo consciente (outro assunto em alta), que fala sobre a consideração pelo meio ambiente, saúde humana e dos animais e relações justas de trabalho no ato da compra, é (talvez) o primeiro passo para que possamos construir esse mundo que se sustente por si (considerando todas as relações e seres existentes no planeta).

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