Tramo teu regresso,
Teus silêncios eloquentes
– tremo de imaginar-me neles-
E a tua espada ardente e nua

Urdo segredos, teço mistérios
Encordoo pensamentos vários
De todas as vezes do teu vezo
De todas as fases da tua lua

Não me sustento, não consigo:
Imagino-te aqui e agora
No cerne do meu ninho
Esta que é pele crua

O urdume assim se faz completo
A teia que se forma e me encasula
Teu áspero linho, tua macia seda:
E sei-me inteiramente tua