Ladies, gentlemen e atoleimados serviçais, eu tenho tanto pra vos falar, mas com palavras não sei dizer… sobre minha imensa alegria pelo golpe, digo, impeachment que impusemos à búlgara vermelha. Vencemos! uhuuuu!

Não que eu faça parte da imensidão de despoetizados que tratam política feito futebol (assim são os nossos serviçais), mas me é impossível  (me) conter : “Ê ou, ê ou, a presidente se ferrou!”; Ëi, você aí, eu vim aqui pra te ver cair!”. Assim, daqui para frente bradá-los-ei como fossem mantras.

Confessar-vos-ei, aristocratas desta terra brasilis, que pensei que jorraria leite e mel de todas as fontes e chafarizes do país assim que a comunista bolivariana fosse destituída do poder, mas dólar subindo, bolsa caindo e o serviçal australopitecus afiorensis, ogro-mor fluminense, Alexandre Frota, levar propostas para (a) educação me decepcionou. Frota é digno de ser preso a uma guia e enforcador  e servir ao canil da nobilíssima Polícia Militar. Bem adestradinho, ele deixa de grunhir e aprende a latir.

Sinto-me – confessar-vos-ei – como uma mistura de Lord Cristovam Buarque e Lady Regina Duarte, decepcionado e com medo. Sir Michel, o Temível, conspirador-mor da República, tem recuado tanto que decidiu criar oficialmente o Ministério do Recuo. Nomeará Sir Valdir Maranhão, aquele-que-não-repete-sentado-o-que-fala-em-pé, para a pasta.

Temo, do verbo temer, que em meio às trapalhadas deste espúrio governo, digo, governo confusinho, os serviçais se apercebam de nossas magníficas manobras e artimanhas e despertem de seu sono profundo.

Caso continuem a surgir mais gravações bastardas, teremos de encontrar meios de produzir a surdez coletiva, pois a cegueira e estupidez não nos bastarão. Se preciso for, vou de tímpano em tímpano e furá-los-ei.

Tenho reparado um ar revoltoso em Archibald, meu mordomo e escriba. E reconheço que, não fosse o clã dos Marinhos e o esplendoroso controle de mentalidades que têm nas mãos, a plebe já teria tomado a Bastilha tupiniquim e decapitado toda a nobiliarquia em guilhotinas cubanas.

 É graças ao clã dos Marinhos que continuam a sonhar com os brioches.