na câmara, o relator da PEC 287, da Reforma da Previdência, será, todo mundo já sabe, o arthur maia [pps-BA].

como quase todo mundo já sabe, coincidentemente, maia teve sua campanha financiada por empresas do setor de previdência privada, tais como, dentre outras, os bancos bradesco, safra e santander.

o que quase ninguém sabe é que bradesco, safra e santander têm em comum, além de maia como um vírus de estimação para destruir a Previdência e enriquecê-los ainda mais, diversos casos de sonegação revelados pela Operação Zelotes, da mesma PF da Lava Jato, que rendeu duas edições da CPI do CARF, sendo a primeira no senado e a segunda, na câmara.

sei disso porque, como sabem algumas das amizades que me acompanham há mais tempo pelas redes sociais, fui o único jornalista não S/A a cobrir integralmente as duas CPIs durante o período de 1 ano que, somadas, duraram.

revelei muita coisa, à época, e tudo pode ser facilmente comprovado nas atas, requerimentos e notas taquigráficas respectivas às sessões das CPIs.

dentre as revelações que fiz – TODAS sempre escondidas pela mídia bandida -, os valores das sonegações, os nomes dos corruptores e dos servidores públicos que corromperam.

uma auditoria apurou que em apenas 5 anos, de 2009 a 2015, pouco mais de uma centena de empresas e bancos sonegaram e enviaram para o exterior R$ 2 trilhões, ou, 1,5 Orçamento Anual da União – mas o problema financeiro do país, claro, eram os 0,5% deste Orçamento investidos pelos presidentes Lula e Dilma no Bolsa Família…

nesse período, o maior sonegador do Brasil, revelou a Zelotes, foi o gerdau: R$ 5 bilhões.

mas vamos aos bancos que financiam o maia.

o segundo maior sonegador, o banco safra: R$ 1,5 bilhão.

e um dos momentos de maior suspense nesse processo todo foi quando os deputados da CPI aprovaram o requerimento de convocação do presidente do bradesco, trabucco, para explicar os fatos revelados pela PF sobre o banco.

porém, na mesma época, final e coincidentemente, o stf afastou o cunha da presidência da casa, esta foi assumida por outro maia, o rodrigo, que, então, determinou o fim da CPI, e que ontem, tal como cunha, atropelando o regimento e ignorando a proporcionalidade de cada bancada, enfiou como presidente da PEC o carlos marun, famoso por sua lealdade ao cunha.

mas tudo isso, claro, são coincidências.
como a, coincidentemente, já esquecida morte do teori.