semana passada, devido ao clássico entre o meu Palmeiras e o grande [em todos os sentidos] adversário Corínthians, compartilhei um card de uma page de torcedores alviverdes no qual são apresentados números relativos ao clássico, estes minimamente favoráveis ao Verdão.

nos comentários, amigo me perguntou qual a minha fonte, então resolvi fazer um post para, mais que apresentar fontes, falar sobre estatisticas – e fatos -, tema que pode ir além do interesse de torcedores dos 2 times.

não sabia, de cabeça, se o número batia com os fatos, mas sabia um fato: variáveis fora, em mais de uma reportagem vista ao longo do tempo, sabia da pequena vantagem do Palmeiras, o que me permitiu o compartilhamento sem o temor de ser leviano.

para subsidiar esse post, fiz uma rápida pesquisa em fontes diversas, as quais comprovam o já dito acima: variáveis fora, pequena vantagem do meu clube – vide prints do site do globo esporte, do goal.com

 e da wikipedia.

estatísticas têm algum valor no sentido de embasar os fatos, mas as variações apresentadas embutem um mesmo problema: mais das vezes, atendem aos interesses de quem as divulga; logo, podem nos confundir e, pior, nos distrair das causas para as consequências destas, e aí, babau condições de se debater e mudar o que realmente se deve debater para mudar de fato.

dependendo do interesse envolvido, estatísticas podem não apenas confundir, mas enterrar os fatos, assumindo o seu lugar.

o stalin, por exemplo, tinha essa perigosa visão: “se você mata uma pessoa, causa uma tragédia; se matar milhões, terá uma estatística”.

me interessam os fatos, não estatísticas.

ontem, por exemplo, muito mais importante do que a vitória de meu Palmeiras alterar as estatísticas, o fato de a seleção da cbf, tão cara ao que de mais abjeto, política e humanamente o Brasil possui, ter sido derrotada e desclassificada pelo subestimado Peru, e que tenha sido de forma irregular, melhor ainda: afinal, que apreço pode ter por legitimidade e legalidade quem promoveu e ou apoiou o GOLPE em curso? – golpe esse cuja legitimação postiça, aliás, não coincidentemente, se dá pelo desaparecimento de pesquisas, que, na gênese, são uma forma de estatística.

não me interessa saber por que, em 8 anos, os EUA tiveram 13 massacres derivados de pretextos os mais variados, mas é urgente discutir a sério as verdadeiras razões desses massacres.

não dá mais pra, apesar da importância da divulgação, se discutir o número diário de estupros, de violência doméstica e de crimes de homofobia ocorridos no país, se não nos mobilizarmos contra as razões, ou causas, dessas consequências – leia-se CRIMES.

há muito mais exemplos de tragédias ocorrendo, variando apenas a gradação, cuja circunscrição a estatísticas cumpre o que um stalin pretendia: ignorar que, por trás desses números, há seres humanos.

bom dia, pé na reta, fé na curva e à luta.