Nós, editores, colunistas e jornalistas da e-revista Língua de Trapo manifestamos o mais profundo repúdio às ofensas virtuais carregadas de ódio e comentários de conteúdo racista à nossa companheira e colunista desta publicação,  Júlia Rocha.

Júlia é querida e admirada por todos pelo caráter e por suas posturas humanitárias. Médica de família, é daqueles profissionais que nos faz enaltecer  a profissão.

No entanto, foi vítima de ataques pessoais na internet (difamação e injúria racial), proferidos por alguém que mantém um perfil com o nome de Milton Pires, e se identifica como médico e funcionário da prefeitura de Porto Alegre.

Esta semana Júlia manifestou solidariedade ao paciente que sofreu chacota de um jovem médico, por falar “peleumonia” e “raô xis”. Júlia escreveu:

Seu post viralizou no Facebook e ganhou espaço em algumas mídias alternativas de maior penetração.

O detentor do perfil de Milton Pires, em atitude de caráter fascista  postou:

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Os comentários que seguiram o post são deprimentes e desvelam caracteres fascistas, manifestações claras de racismo e discurso de ódio.

Não é possível admitirmos mentalidades tão atrasadas em pleno século XXI. É preciso combatermos com veemência as cruéis permanências medievais e todo e qualquer ato preconceituoso e discriminatório, bem como o discurso de ódio.

Repudiamos com vigor este comportamento criminoso e nos colocamos ao lado de Júlia Rocha para toda e qualquer ação no sentido de debelar estas manifestações.

O fascismo deve ser combatido com rigor.

Equipe e-revista Língua de Trapo.