“O poema dessa semana é dedicado ao poeta Jefferson Ribeiro, que é a minha fonte de inspiração, que me ensinou a amar mais que o amor é capaz”.

 

Levito sobre o teu corpo,

Fotomicrografo os circuitos em transe

Percorrendo a minha alma dissecada

 

Teus beijos sobrenaturais, meu êxtase,

(pois vieste maquinando feitiçarias

Desintegrando-me em moléculas deste amor primevo)

 

Incumbo-me apenas de sorrir

E sucumbo diante de tuas momices burlescas

Rio e quase morro

Meu íncubo…

Que tanto bisbilhotaste meus gemidos

Que faleci em síncopes seguidas

Cornucópias de sensações jamais imaginadas

 

Levaste-me, amor,

Aos píncaros da glória

Às entranhas doces de tua terra plena

Do suor que dividiste em mim

Do labor de que me tornaste cúmplice.

 

O que me resta, amor,

É o sucumbir malemolente e frágil

Despida de cada um dos meus sigilos

E dar-me por inteiro,

(meu coração dilapidável,

Tomado neste cerco medieval que me fizeste)

 

Levito-me em teu colo,

Teu corpo a suspirar os meus perfumes

Circuitos em curto,

E apenas sobrevivo…