O nordeste brasileiro é imensamente diverso e múltiplo. Encanta por sua gente, cultura, ecossistemas e paisagens. Possui um litoral com aproximadamente três mil quilômetros de extensão, com mar em tons de verde esmeralda, emoldurado por praias de areias brancas, dunas e falésias, que é largamente apresentado pelos meios de comunicação e atrai turistas do mundo todo. Entretanto, o litoral é apenas uma pequena parte do que é o nordeste.

Sou viajante de alma e de profissão, e nestes anos de ofício viajei pelos sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão, explorando paisagens e colhendo experiências, histórias, e compartilhando da companhia da magnífica gente nordestina. O sertão me encanta.

Recém-chegado de uma viagem que abrangeu parte do sertão e litoral, trago um ensaio que abrange a caatinga, suas luzes e suas cores. As imagens foram feitas no sertão do Cariri paraibano e cearense – na região da Chapada do Araripe – e no Piauí, na Serra da Capivara e adjacências.

O céu do sertão é único. De um azul intenso. As cores da caatinga – caá, mato; tinga, branco, claro – variam de acordo com a época do ano, e vão dos tons cinza do período das secas ao verde, quando as chuvas se anunciam; passando por nuances do vermelho, alaranjado e amarelo.

Os meios de comunicação consolidaram o estereótipo de uma área praticamente inabitável pelo castigo da seca e a aridez do solo. Porém, a caatinga é um ecossistema extremamente rico, no entanto, bastante impactado pela ação humana. Possui grande diversidade de fauna e flora e paisagens belíssimas.

Neste ensaio procuro desmistificar a caatinga apresentando suas infindáveis belezas em paisagens diversas.