Onde? Ele pergunta, ansioso pela descoberta.
Quando? Ele insiste, temeroso pela recusa.
Ela? Não diz nada.
Apenas se reinventa;

Apenas sorri e passa.
O que houve no diapasão dos pontos?

Talvez a maciez do encontro

E o sibilar dos beijos

Quem dera um sussurrar macio

De palavras desencontradas: feitiçaria, magia pura, quase tortura…
O que houve no espaço daquele espanto?
O aguardo ansioso de um dedilhar moreno

O decorrer dos comas, o discorrer dos sonhos
Silêncios, suspiros, delícias e delírios…

Agora ele dorme aconchegado a seu destino.
Ela anda entre perfumes em passos lentos.
O tempo se desenlaça, desenrola.
No fim da noite ela se evola, discretamente,

Feito fumaça.