Muito se fala no Brasil sobre a “falta de cultura” do brasileiro e seu “pouco interesse” em livros, artes etc. Muito também se fala da falta de incentivo do governo. Sim, é preciso um pouquinho mais, mas também precisamos fazer a nossa parte.

Algumas formas da relação da moda com a arte já foram apresentadas aqui (http://www.revistalinguadetrapo.com.br/e-se-a-arte-for-uma-solucao-para-a-moda-por-nadia-mello/). E, no Brasil, temos algumas iniciativas (com apoio de prefeitura e governo) para estimular e disseminar a cultura de moda do nosso país.

Em março de 2012, o primeiro Museu da Moda abria em Canela (RS). A estilista Milka Wolf e a curadora Débora Elman foram as responsáveis por reconstruir a estética do vestuário feminino de 4000 anos. São roupas desde 2000 a.C. (quando eram confeccionadas a mão) passando pelo século XVIII (a transição e introdução do uso de máquinas) até os dias atuais.

http://www.museudamodadecanela.com.br/o-museu

Em Belo Horizonte, abriu-se, no final do ano passado, o primeiro museu público destinado à moda, chamado de Mumo. E foi uma realização da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte por meio da Fundação Municipal de Cultura. Além de exposições, o local contará com atividades a fim de disseminar a moda, como palestras, workshops, discussões e pesquisas.

http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/crmoda_painel

No Rio de Janeiro, desde 2012, há o projeto de transformar a antiga casa da Marquesa dos Santos em um Museu da Moda Brasileira. A ideia era retratar os costumes e vestuário da história do país, do cotidiano à alta costura, de exposição temporárias a itinerantes e internacionais. O projeto, uma parceria da Secretaria do Estado de Cultura do Rio de Janeiro com a Fundação Getúlio Vargas, no entanto, ainda não ficou pronto e sem previsões de quando abrirá as portas.

Podemos perceber que sim (embora tenha-se muito trabalho envolvido) é possível termos algumas pequenas ações públicas que fomentem a nossa cultura. Cabe a nós também aproveitá-las e divulgá-las a fim de mais pessoas poderem participar, entender e compreender um pouquinho mais do que somos formados, nossa construção enquanto país, cultura, costumes, vestuário e moda.