Ainda agora fui ler uma matéria até interessante, mas eram tantos floreios, chicanas, spoilers e repetição de fatos e atos já de amplo conhecimento que honestamente desisti. Não desisti porque não goste de leitura, absolutamente.

Desisti porque falta dinamismo, fluidez e principalmente objetividade, não sei se por uma necessidade de demonstrar um eruditismo sem muito sentido, ou não se ter a real noção de quem é que lê o que você escreve, e isso para mim é primordial, em que pese eu ser apenas um curioso e não um profissional da área.

Quando abordo um assunto não me reporto ao início do tema, seu desenvolvimento, seus personagens e todo o roteiro até o momento, porque parto da premissa de que as pessoas para quem escrevo – incluindo eu mesmo – já sabem de todos esses fatos e estão interessadas em saber se o que eu escreverei no momento acrescentará algo a sua opinião ou ao conhecimento que já possui do assunto em tela.

Então hoje senti vontade de escrever um pouco sobre petróleo, sobre energia e sobre geopolítica da energia. Mas tudo de uma forma leve e fácil de compreender, de modo que meus amigos e curiosos, com sua bagagem de conhecimentos, possam fazer uma associação rápida e uma compreensão idem, mesmo sem ninguém ser especialista.

O petróleo é e ainda vai ser pelos próximos 200 anos a nossa fonte mais ampla, mais abundante e mais barata de energia. Portanto, apesar dos grandes avanços de painéis solares, de energia eólica, de energia captada da merda de vacas e de aterros sanitários, o pretinho básico – que nem sempre é negro, diga-se de passagem – continuará dando as cartas até nossos bisnetos virarem avós.

Para começo de papo, vamos falar de reservatórios e fator de recuperação sem entrar em detalhes técnicos. Posso afiançar que existem, nos campos que já pararam de produzir, o dobro de todo o petróleo já produzido até hoje pela humanidade. Ele está lá e só precisa de tecnologias para a sua recuperação, pois pela tecnologia atual nem 40% de um campo pode ser recuperado.

Ficou espantado com o número? Você ainda não viu nada, pois tem muito mais por trás de tudo isso, inclusive um fator importante, que é a relação de preço de venda X custo de extração. Se por exemplo o preço do petróleo dobrar em valores reais, automaticamente as reservas recuperáveis nesse novo valor sobem uns 30%, em números conservadores, sem ser preciso fazer absolutamente nada.

Portanto, não existe nada mais importante para o nosso mundo atual do que o petróleo. Vou mais longe: Ele hoje é bem mais importante e vital para o mundo civilizado do que há 50 anos e não se engane com propagandinhas de maconheiros californianos descolados dirigindo fusquinhas com motor elétrico e suas casas cheias de painéis solares. É tudo mídia diversionista para esconder a realidade das realidades.

A realidade das realidades se expressa em números, e eles são cruéis e mostram por que os EUA e seu comparsa de todas as horas, a Europa, patrocinam a desestabilização mundial, alimentando ditaduras como a da Arábia Saudita e atacando democracias como a Venezuelana apenas para manter o óleo barato e amplo acesso a suas reservas.

Os números respondem por si. EUA e Europa têm 15% da população mundial e consomem 40% do petróleo do planeta. O que é alarmante e preocupante nem é essa discrepância, pois ela se equilibra no comércio, na exploração dos mais pobres e no dólar, papel de limpar a bunda pintado de verde, sem valor algum, e que compra – ainda – o petróleo do planeta para ele ser desperdiçado pelos meus primos do norte.

A desgraça total está em outro número, esse é o que assusta, é esse que faz a mídia mundial tentar mostrar, tanto em campanhas publicitárias quanto no inconsciente coletivo, que petróleo já era, que o seu próximo carro vai andar com água, mijo ou suor de tamanduá. Na realidade, eles escondem que os povos que consomem 40% do petróleo do planeta só têm 2 % de suas reservas.

Isso mesmo, consomem 40% e só possuem 2% e, sendo assim, tudo ainda não derreteu no planeta graças à comunista China e a um baixote arretado que está há 17 anos governando com pulso de ferro a Rússia, um povo que, mesmo sendo 2% da população mundial e gastar apenas 5% do que gasta o consórcio militar da NATO e Pentágono, conseguiu heroicamente brecar sua sanha assassina e rapineira baseada em armas.

Portanto, só sobrou a essas nações o simulacro, a farsa, a fraude, a empulhação, a canalhice e a tomada das riquezas de países ricos em petróleo mas miseráveis em povo, onde boa parte das pessoas é restolho aculturado vivendo em enclaves racistas oriundos de um período colonial europeu ainda recente, e essa apropriação vem por vias “legais”, por “adesões” internas e, é claro, traição e corrupção de membros da elites locais.

Não vou mais escrever sobre o assunto, pois ele tem roteiro para ir longe, mas, como disse que não iria me alongar muito e nem usar termos técnicos, preferi chegar exatamente até onde estão todos os personagens e o resto dos golpistas e da lava-jato sem citar nomes, na realidade duas faces da mesma moeda, pois quem explica ambas são os 2% de reservas petrolíferas do norte.

O resto é purpurina.