hoje aprendemos que, por motivações meramente humanistas e paixão pela História, seria muito natural um jantar tanto com hitler quanto com a Hanna Arendt, ou com o mussolini e o Gramsci.

“o mundo não é linear” e, como diagnosticava o Gláuber Rocha, “o brasileiro não é dialético”…

não consigo invejar quem “já sabia” – deixo isso de sentenças sem provas para o moro -, tampouco me seduz exercer o autoconferido nano poder dos pauteiros de facebook, decidindo o que é e o que não é assunto.

num momento, em todos os sentidos, violentamente esmagador e cruelmente sufocante como o que vivemos – e muito em função de merdinhas fascistas como moro -, querer regular a nanica expressão possível das pessoas no único espaço possível a que seus perfis aqui correspondem não é “elevar” ou “qualificar” o debate, mas tentar eliminá-lo por constrangimento, até que reste somente o antidemocrático, enfadonho e infértil discurso dos autoproclamados luminares – como o karnal, lamentavelmente, tornou-se mais famoso [amplo sentido] exemplo.

li muita coisa com a qual não concordo, porque movidas unicamente pelo coração [decepção, desencontro ideológico etc], mas, exceto as que travestem homofobia e outros preconceitos de “humor”, respeito todas.

comum a elas, excessos fora, apenas um desejo muito legítimo das pessoas de que as coisas melhorem, pelo que esposavam esperança na inteligência e na influência do karnal, e isso, por mais passional, por mais pouco que seja, visa o coletivo; logo, sempre terá um valor infinitamente maior do que a inteligência e o acúmulo de conhecimento para proveito/ganho exclusivamente pessoal, seja de imagem, satisfação do ego ou para a coleção de likes.

opinem, urrem, se rasguem.
é mesmo assim que se faz, e na dinâmica do caminhão de abóboras, com o sacolejo desastrado promovendo o encaixe perfeitinho entre elas, nào caindo nenhuma.

e, mesmo, é o pouco que nos resta.
ainda.