Pois é.

Ninguém mais pode dizer que não está minimamente consciente de que estamos sendo submetidos a uma alimentação empobrecida e regulada por interesses financeiros.

Se você é uma dessas pessoas que lê essa afirmação com ressalvas, então pare a leitura do texto aqui e vá se informar. Informações não faltam.

Caso você esteja buscando essa consciência do quanto vimos sendo submetidos a experimentos na nossa alimentação, todos eles voltados para um único objetivo que é o aumento do lucro dessa indústria (e de todo um cartel), está na hora de começar a conversar sobre isso.

Todas as coisas que comemos, das mais naturais como um tomate às mais artificiais como um fast food, vêm sendo modificadas com o intuito de aumentar os lucros da indústria alimentícia. Faz tempo.

Desde a perda de nutrientes do solo desgastado em que tomates são plantados (gerando tomates pobres em nutrientes) até a plastificação total de sanduíches (rejeitados inclusive por fungos e bactérias, tamanha ausência de vida neles), a indústria alimentícia vem investindo pesado para que os alimentos sejam produzidos o mais barato possível, e, ao mesmo tempo, incentivem o consumo e condicionem nosso paladar.

A obsessão dessa indústria por ganhos resultou que os alimentos deixassem de ser alimentos para se tornarem “coisas que comemos”.

Temos os alimentos industrializados, total ou parcialmente, que recebem interferência química direta para afetar nossa bioquímica; e temos os alimentos cultivados que seriam mais difíceis de ser manipulados pela indústria, mas que são afetados pela química de agrotóxicos e fertilizantes que, curiosamente, são fabricados nos mesmos cartéis das primeiras citadas. Como é o pequeno agricultor que realmente sustenta nossa alimentação, a ele é impelido o uso de produtos químicos que mantenham ativa sua produção. A tentativa de patentear sementes é a interferência extrema que se pode ter nessa produção e que está em andamento acelerado.

O clássico exemplo do trigo que vem sendo geneticamente modificado, há décadas, para aumentar a velocidade de produção, fez com que o trigo original fosse extinto. O trigo comido pelos egípcios não é o mesmo trigo que comemos hoje, não porque o tempo passou, mas porque ele foi de tal maneira manipulado pelos seus produtores, que não existe mais um exemplar de trigo original na face da terra. Extinto. O que chamamos de trigo hoje contém 400% a mais de concentração de glúten, o que justifica o fato de ter quadriplicado, desde 1950, o numero de pessoas alérgicas ou intolerantes a ele.

Considere que trigo, milho e arroz são os alimentos mais consumidos no mundo, sendo os dois primeiros já em avançado processo de transgenerização, precisamente para o aumento da lucratividade.

Todos nós (espero) temos visto vídeos e matérias sobre como são tratados os animais que comemos, torturados, doentes, cheios de hormônios, remédios e infelicidade.

E aí começa uma bola de neve, ou seja, a formação dos cartéis e oligopólios.

O alimento não tem mais nutrientes, então somos obrigados a complementar nossa alimentação com suplementos (indústria farmacêutica e médica) ou ficamos doentes pela ausência de vida no organismo (indústria farmacêutica e médica, outra vez).

A comida mais “viva” ainda é mais cara e, portanto, para quem não tem dinheiro o destino é ser intoxicado por venenos, empanturrado de coisas que não são alimentos, e adoecido.

Mas isso tudo ainda não é o pior, se é que é possível algo pior que isso.

Há um controle sobre nós através do paladar.

O ser humano se relaciona com o mundo, também, pelos 5 sentidos. O paladar, por onde sentimos os sabores, não serve apenas para diferenciar gostos ou fazer escolhas. Ele é conhecimento, é cultura.

O paladar é um instrumento de conhecimento de grande importância para nossas conexões neurais e para nossas conexões culturais. Sentir sabores não é apenas um deleite físico, mas é também uma ativação de todo o organismo, de todo o ser, uma ativação do conhecimento.

Pessoas que estão há anos sem comer nada, que fazem jejum permanente (chamado “vivendo de luz), relatam que a experiência mais difícil a se superar quando se para a alimentação é o atrofiamento do paladar. Essa perda da experiência do sabor gera uma espécie de tédio insuportável, que tira a pessoa de seu estado de tranquilidade. A fome é superada, o medo da morte é superado, mas o atrofiamento do paladar é muito difícil de superar.

Daí, podemos refletir sobre a importância desse sentido nas nossas vidas.

Cada cultura tem seus sabores, e para conhecer uma cultura experimenta-se sua culinária. Conhecimentos são passados por essa alimentação específica. Experiências ancestrais.

E quando experimentamos sabores diferentes daqueles a que estamos acostumados, novas conexões são feitas em nosso cérebro, uma nova bioquímica floresce, e em nossa experiência vital.

Modificar hábitos alimentares, por exemplo, provoca mudanças profundas numa pessoa, e, em larga escala, provoca mudanças de comportamento social.

Embora tenhamos sido criados para pensar que só comemos para não morrer, a verdade é que alimentar-se é muito mais amplo do que apenas manter um corpo físico funcionando.

O que ingerimos interfere em nossas emoções (bioquímica), em nossos pensamentos, nas nossas relações sociais, na nossa conexão com o universo, enfim, em nossa forma de existir.

A importância de ingerir um alimento “vivo” é poder resgatar justamente toda sua vitalidade, seja bioquímica seja energética, mas também colocar nosso organismo em contato com a natureza e com a cultura. Ao colocar um alimento na boca experimentamos um contato precioso com o todo, embora não nos demos mais conta disso. Informações, bioquímicas e bioenergéticas, necessárias à nossa existência são adquiridas pela alimentação.

O corpo reconhece a natureza dentro do alimento e necessita dela, e luta contra o que não reconhece. Ultimamente estamos vivendo em plena guerra bioquímica, já que nossos corpos estão constantemente lutando contra essas “coisas” que comemos, que eles não reconhecem como vida, como alimento, e são coagidos a ingerir e digerir.

Os alimentos não têm mais o mesmo sabor. Perderam sabor. Só sentimos gosto nas coisas que possuem sabores artificiais.

Hoje você pode comer uma pequena pastilha de açúcar e ter a nítida experiência de estar comendo pipoca doce!! Sabores manipulados. Experiências manipuladas. E assim somos iludidos.

Mais do que isso, estamos manipulados.

Estamos sendo controlados pela comida!!

Podemos comparar a manipulação pelos sabores à manipulação que sofremos pelas imagens.

Sabemos o quanto somos induzidos a comportamentos através dos olhos, da manipulação das imagens a que somos submetidos diariamente, passando a gostar do que não gostamos.

Com o paladar não é diferente.

Além de estarmos sendo viciados em químicas embutidas em tudo o que comemos, além de estarmos sendo desnutridos e adoecidos por venenos, estamos sendo submetidos a um controle através do paladar.

Retirando de nós a possibilidade de uma experiência real de sabores, estão neutralizando nossas iniciativas, nossa proatividade. Além da diminuição perniciosa da nossa capacidade de adquirir conhecimento, do mundo e de nós mesmos, pelo paladar, estamos sendo condicionados, tanto em comportamento quanto bioquimicamente, a ingerir o que nos despontencializa.

Quem pensa que essa reflexão é um tipo de sentimento persecutório, ou de teoria da conspiração, não está olhando para o prato que come.

Ou mais, não está olhando para além do prato e buscando informações sobre o alimento que ingere.

Nossa situação é gravíssima, já que a manipulação química do que ingerimos está modificando nosso organismo. Excesso de hormônios nas carnes, excesso de flúor nas águas são os mais conhecidos instrumentos de interferência em nosso funcionamento.

Algumas mudanças pretendem nos adoecer, pois a relação entre indústria alimentícia e indústria farmacêutica é escandalosamente íntima e a “doença” gera bilhões em lucros.

Outras mudanças são mais pretensiosas e dizem respeito ao que pensamos, a como nos comportamos, ao que sentimos e a como reagimos à nossa vida, pessoal e social.

Ah, legal, então vou prestar atenção no que como e resolvo isso.

Não resolve não, e essa é a gravidade do tema.

Todo nosso sistema alimentar está submetido a cartéis e oligopólios que controlam desde as sementes (principalmente as transgênicas, ainda), passando pelos agrotóxicos e fertilizantes, até as pesquisas científicas e genéticas voltadas para o ramo. De que nos adianta uma pesquisa de saúde financiada pela indústria da doença?

A grande batalha para que esses cartéis não adquiram as patentes de sementes é precisamente porque não vai sobrar nada para comer nesse planeta que não esteja, direta ou indiretamente, associado a esses oligopólios.

Já imaginou que em breve vamos estar sendo alimentados por rações controladas pela indústria? (em breve?)

Acha exagero?

Quer situação mais absurda do que ter que comprar água engarrafada para beber num planeta azul como esse?

Já era.