De repente a vida traz uma curva, de onde não sabemos o que virá do horizonte. Um galho jogado no asfalto faz meu carro frear. Desço e retiro do seu caminho este que por ora estava no meu.

Você diz não ter nada com isto. Não mesmo. É que às vezes muitas pessoas limparam suas estradas e você sequer percebeu.

O que você não sabe ao certo e quem sabe agora reveja melhor suas ideias é que sempre há alguém que cuida de você. Mesmo que ninguém saiba. Na verdade não precisa, o cuidar é assim.

Um salto mortal na vida é unir dois caminhos num só. Parar na estrada, numa curva ou num lugar qualquer pode ser um sinal de que só arrisca quem ama viver. Eu vivo aos saltos mortais, só se vive completando a efêmera vida que a qualquer hora se vai ou, vem.
Sabe-se lá o que há ao redor.

Sobre o galho na estrada, um presente se descortinou:

Vi o pôr do sol que há tempos não via na loucura diária de chegar no destino. Encostei no capô e disse:

A vida e seus laços de fita!
Pensei, que sorte a minha…
Eu e meu ar de menina.

Este galho não foi o último, torço pra você achar um também. Deixe o tempo te abraçar sem fim.

 

 

Sugiro que leia ao som de: “DIA ESPECIAL”de Tiago Iorc

Fotografia: Ingolf Kepel