Tu, língua molengada em miados sem espreita de virada, chupa-bolas de carrasco, glicose enjoativa de pudores, falsa simetria de fervores, negociador-a do inegociável. Entregou sua dignidade por qualquer promessa barata de alteridade. A.L.T.E.R.I.D.A.D.E. Palavra rebuscada em verborragia escalpelada. Salvador -a – humanista – vou vomitar! – dos que te enxergam como frágil ou como servo – a. Sabe o que você quer? Sabe? Essa merdinha de estrelinha na testa por ter perdoado quem te enrabou! Vinga-se do que recebeu em cima em quem está embaixo? A ti, em retribuição, violência é (o) que de mais humano tenho a entregar. Sou grata. Para  que tu aprendas a não aniquilar a ferocidade do que é irretratável. E se me der o outro lado da face, eu te devolvo um chute na goela da sua ideia baça. Só me respeite no que me trate como forte em minha força. E enganada em minha fraqueza. Frágil ou parva? Tome esse murro nos olhos da cara!